A história do Pinheirinho ajuda a entender como uma antiga área rural do sul de Curitiba se transformou em um dos bairros mais movimentados e importantes da região. Antes dos terminais de ônibus, do comércio intenso e das estruturas urbanas atuais, o território era marcado por campos, caminhos e propriedades rurais.
Quem conhece o Pinheirinho atualmente encontra uma realidade completamente diferente. O bairro tornou-se referência para moradores de diversas áreas do sul da capital, reunindo transporte coletivo, escolas, comércio, serviços públicos e importantes vias de circulação.
Mas nem sempre foi assim.
Muito antes dos ônibus, dos automóveis e das construções atuais, por ali circulavam viajantes e tropeiros.
A região era conhecida como Capão do Alto.
Ao longo do tempo, antigos caminhos deram lugar a estradas mais estruturadas, propriedades foram divididas, a população cresceu e grandes corredores de circulação ajudaram a aproximar definitivamente o Pinheirinho do restante de Curitiba.
Conhecer essa transformação é compreender uma parte importante da expansão da capital em direção ao sul.
Antes do Pinheirinho existia o Capão do Alto
Para encontrar as origens do bairro, precisamos voltar ao início do século XIX.
Naquele período, Curitiba ocupava uma área muito menor.
As regiões mais afastadas do núcleo urbano possuíam características essencialmente rurais.
O atual Pinheirinho fazia parte desse cenário
A região era conhecida como Capão do Alto.
O nome descrevia uma paisagem muito diferente daquela encontrada atualmente.
Havia campos.
Vegetação.
Caminhos utilizados por viajantes.
A cidade ainda estava distante
Aquilo que hoje é um bairro consolidado estava fora do núcleo urbano principal.
A ligação com Curitiba dependia de caminhos percorridos lentamente.
E um dos personagens mais importantes dessa história era o tropeiro.
Os tropeiros passavam pelo sul de Curitiba
Durante séculos, o tropeirismo teve enorme importância para o desenvolvimento econômico e territorial do Sul do Brasil.
As tropas transportavam animais e mercadorias por grandes distâncias.
Curitiba fazia parte dessas rotas
Quem seguia pelos campos localizados ao sul precisava de caminhos, locais de descanso e pontos de abastecimento.
A região do atual Pinheirinho estava inserida nessa dinâmica.
O Capão do Alto tornou-se lugar de passagem e pouso
Viajantes paravam.
Animais descansavam.
Mercadorias continuavam viagem depois de uma pausa.
Esses movimentos ajudaram a criar uma das primeiras funções econômicas da região.
Onde existem viajantes, aparecem serviços
O movimento das tropas criava necessidades.
Pessoas precisavam comer.
Dormir.
Comprar mantimentos.
Cuidar dos animais.
Pequenos estabelecimentos começaram a acompanhar as rotas
Armazéns eram úteis para o abastecimento.
Hospedarias atendiam viajantes.
Locais de alimentação surgiam próximos aos caminhos.
A circulação ajudava a organizar o território
Ainda não existia um bairro no sentido atual.
Mas já havia uma relação entre caminho e atividade econômica.
Essa lógica permaneceria no Pinheirinho durante sua transformação.
As rotas mudariam.
Os veículos também.
Mas a circulação continuaria sendo uma característica importante da região.
A paisagem dos pinheiros ajudou a construir uma identidade
O nome Pinheirinho remete diretamente a uma das características mais marcantes da paisagem paranaense.
A presença das araucárias fazia parte do cenário encontrado nas áreas ao redor de Curitiba.
O pinheiro tornou-se referência geográfica
Antes dos endereços modernos, elementos naturais eram utilizados para identificar lugares.
Rios.
Morros.
Campos.
Árvores.
Uma propriedade da região passou a ser conhecida como Fazenda Pinheirinho
Com o tempo, essa denominação ajudou a consolidar o nome pelo qual a região seria conhecida.
O antigo Capão do Alto começava a adquirir uma nova identidade.
A Fazenda Pinheirinho ocupou parte importante dessa história
Grandes propriedades rurais eram comuns nos arredores da Curitiba do século XIX.
A Fazenda Pinheirinho fazia parte desse cenário.
O território ainda estava longe da ocupação urbana atual
Não havia uma sequência contínua de ruas e casas.
A paisagem era muito mais aberta.
Propriedades organizavam grandes extensões de terra
Com o passar das gerações, entretanto, essas áreas começaram a ser divididas.
E essa divisão seria fundamental para a formação dos futuros bairros.
A divisão das terras modificou o território
No começo da década de 1870, a Fazenda Pinheirinho passou por processos de medição e divisão.
Esse tipo de transformação é importante para compreender a passagem entre uma região rural e outra cada vez mais fragmentada.
Grandes áreas começaram a possuir novos limites
Herdeiros e proprietários passaram a ocupar parcelas menores.
Aos poucos, a estrutura fundiária mudou
Uma grande fazenda deixa uma paisagem diferente daquela formada por dezenas ou centenas de propriedades.
Esse processo não cria imediatamente um bairro.
Mas prepara o território para novas formas de ocupação.
O Pinheirinho cresceu lentamente
Durante muito tempo, a região continuou distante do ritmo encontrado no Centro de Curitiba.
A ocupação urbana avançava de maneira gradual.
O deslocamento era uma limitação importante
Quanto maior a distância, mais difícil era integrar uma área ao cotidiano da cidade.
Estradas eram fundamentais.
Sem boas conexões, o crescimento tende a ser mais lento
Por isso, compreender a história do Pinheirinho exige observar também a evolução dos caminhos que ligavam o sul ao restante de Curitiba.
E poucas transformações foram tão importantes quanto a abertura de um grande eixo rodoviário.
A BR-116 mudou a relação do bairro com Curitiba
Na década de 1950, a implantação da BR-116 representou um novo capítulo para a região.
A rodovia criou uma conexão muito mais importante no sentido norte-sul.
O Pinheirinho passou a estar ao lado de um grande corredor
Isso favoreceu deslocamentos.
Atividades econômicas.
Ocupação.
A distância física continuava existindo
Mas a acessibilidade começava a mudar.
Quando uma área passa a contar com um corredor de transporte mais eficiente, novas possibilidades de desenvolvimento aparecem ao seu redor.
Estradas ajudam a orientar o crescimento urbano
O fenômeno não é exclusivo do Pinheirinho.
Em muitas cidades, bairros se expandem acompanhando grandes vias.
O acesso atrai ocupação
Moradores conseguem chegar com maior facilidade.
Empresas enxergam novas oportunidades.
Serviços acompanham a população.
A paisagem rural começa a recuar
Terrenos são divididos.
Casas aparecem.
Ruas locais se multiplicam.
O espaço que antes separava a região do núcleo urbano começa a ser preenchido.
Curitiba crescia rapidamente no século XX
A transformação do Pinheirinho aconteceu dentro de uma mudança muito maior.
Curitiba recebeu novos moradores e expandiu sua área urbanizada.
O crescimento avançou para diferentes direções
Ao sul, antigas áreas rurais passaram a receber loteamentos.
O Pinheirinho tornou-se parte dessa expansão
Aquilo que antes estava distante começou a integrar uma cidade cada vez maior.
As fronteiras entre campo e área urbana ficaram menos evidentes.
Casas substituíram parte das antigas áreas abertas
O processo de urbanização modifica profundamente a paisagem.
Primeiro aparecem algumas construções.
Depois novas ruas.
O espaço entre os imóveis diminui
Serviços chegam.
Comércio se estabelece.
Em determinado momento, surge uma continuidade urbana
Quem atravessa a região já não percebe claramente onde terminava a antiga Curitiba e começavam as áreas rurais.
Esse é um dos sinais mais claros da expansão de uma cidade.
O bairro precisava de escolas
Mais moradores significavam mais crianças.
E uma comunidade em crescimento precisava de equipamentos públicos próximos.
A história da atual Escola Municipal Piratini ajuda a registrar essa fase.
A instituição nasceu em 1972
Inicialmente, era chamada Grupo Escolar Pinheirinho.
A criação ocorreu em 10 de abril daquele ano.
Depois o nome mudou
A unidade passou por outras denominações até se tornar Escola Municipal Piratini.
Sua trajetória acompanha gerações de moradores do bairro.
Uma escola também preserva a memória da comunidade
Quando uma instituição permanece no mesmo bairro por décadas, sua história começa a se misturar com a história local.
Pais estudaram ali.
Depois filhos.
Em alguns casos, netos.
Fotografias escolares registram transformações
Uniformes mudam.
Prédios são reformados.
Ruas ao redor se transformam.
A escola permanece como referência
Por isso, equipamentos educacionais ajudam a contar a urbanização de um bairro de uma maneira muito próxima das pessoas.
O nome Piratini também guarda uma curiosidade
Segundo a história preservada pela própria escola, Piratini possui significado relacionado a árvores.
A escolha dialoga com a paisagem e a memória da região.
Durante a construção foram encontrados objetos atribuídos à presença indígena
Esse registro acrescenta uma camada ainda mais antiga à ocupação do território.
A história do bairro não começa com as ruas modernas
Antes dos tropeiros.
Antes das fazendas.
Antes da própria Curitiba.
Outros povos já circulavam por essas terras.
Essa dimensão precisa ser lembrada quando observamos a história urbana.
O crescimento exigiu transporte coletivo
À medida que o Pinheirinho ganhou moradores, deslocar-se até outras regiões tornou-se uma necessidade cotidiana.
Trabalho.
Estudo.
Compras.
Saúde.
A distância até o Centro exigia soluções de transporte
Não bastava abrir ruas.
Era necessário transportar grandes quantidades de pessoas.
O sistema de ônibus ganhou importância
Curitiba começou a estruturar uma rede baseada em corredores e terminais.
O Pinheirinho entraria definitivamente nesse mapa.
O Terminal Pinheirinho mudou a mobilidade da região
A implantação do terminal foi um marco na integração do sul de Curitiba.
Ele passou a complementar o Eixo Sul do sistema de transporte coletivo.
Passageiros passaram a realizar conexões
Linhas alimentadoras levam moradores até o terminal.
Outros serviços permitem continuar o deslocamento.
O bairro ganhou uma centralidade
Pessoas que não moram no Pinheirinho passaram a utilizá-lo diariamente.
O terminal transformou-se em ponto de encontro de diferentes trajetos.
Um terminal muda tudo ao redor
Grandes fluxos de passageiros produzem efeitos no entorno.
Comércio encontra clientes.
Serviços ganham público.
Pessoas circulam durante todo o dia
O bairro deixa de ser apenas origem ou destino.
Torna-se também ponto de passagem.
Isso reforça sua importância regional
O mesmo princípio que existia no tempo dos tropeiros reaparece de maneira completamente diferente.
Antes, viajantes paravam com suas tropas.
Agora, passageiros fazem conexões de ônibus.
A tecnologia mudou.
A função de passagem permaneceu.
A comparação com o tropeirismo é simbólica
Naturalmente, não estamos falando do mesmo sistema.
As distâncias, velocidades e necessidades são completamente diferentes.
Mas existe uma continuidade interessante.
O Pinheirinho cresceu próximo aos caminhos
Primeiro, caminhos terrestres antigos.
Depois, estradas.
Rodovia.
Corredores de ônibus.
A circulação acompanha sua história
Poucos elementos ajudam tanto a compreender a transformação do bairro quanto seus meios de transporte.
O comércio se fortaleceu com o movimento
Uma área com grande circulação de pessoas cria condições favoráveis para diferentes atividades.
Lojas.
Mercados.
Restaurantes.
Prestadores de serviços.
O entorno do terminal ganhou dinamismo
Moradores encontram opções sem precisar viajar até o Centro.
Passageiros aproveitam o trajeto para resolver tarefas.
Surge uma centralidade de bairro
Esse é um passo importante na consolidação urbana.
O Pinheirinho deixa de depender exclusivamente das regiões centrais e passa a oferecer serviços para uma área muito maior.
A Rua da Cidadania reforçou essa centralidade
Em 7 de dezembro de 1996, outro equipamento importante começou a funcionar no Pinheirinho.
A Rua da Cidadania foi criada para aproximar serviços municipais da população.
A ideia era descentralizar
Em vez de obrigar moradores a ir até áreas centrais para diferentes atendimentos, parte da estrutura pública passou a funcionar na própria regional.
O Pinheirinho ganhou um centro de serviços
Emprego.
Educação.
Saúde.
Urbanismo.
Finanças.
Assistência social.
Entre outras áreas.
O bairro passou a desempenhar uma função administrativa para toda a região.
A Rua da Cidadania e o terminal trabalham lado a lado
A localização dos equipamentos não é coincidência.
Transporte e serviços públicos podem funcionar de maneira integrada.
O morador chega de ônibus
Resolve uma demanda.
Depois continua seu deslocamento.
Essa integração reduz distâncias
Não necessariamente em quilômetros.
Mas em tempo e dificuldade.
O acesso ao serviço público se torna mais próximo da rotina.
A integração chegou até ao sistema tarifário
Com o tempo, foram criadas soluções para facilitar a passagem entre o Terminal Pinheirinho e a Rua da Cidadania.
Em 2015, uma integração utilizando o cartão-transporte passou a permitir que usuários saíssem do terminal, acessassem os serviços e retornassem dentro das regras estabelecidas sem uma nova cobrança.
É um exemplo de planejamento integrado
Transporte e atendimento público ocupam espaços próximos.
O cidadão consegue combinar diferentes atividades
Esse tipo de estrutura reforça a função do Pinheirinho como centralidade regional.
O bairro passou a atender pessoas de outras áreas
A importância do Pinheirinho ultrapassa seus próprios limites.
A Regional Pinheirinho reúne também outros bairros.
Capão Raso.
Fanny.
Lindóia.
Novo Mundo.
Moradores dessas regiões utilizam serviços concentrados no Pinheirinho
Isso aumenta a circulação diária.
O bairro exerce uma função regional
Ele não é apenas um conjunto de residências.
É também destino de trabalho, atendimento público, transporte e comércio.
A antiga periferia tornou-se centralidade
Essa mudança é um dos aspectos mais interessantes da história do Pinheirinho.
Em relação ao Centro histórico de Curitiba, o bairro continua localizado no sul.
Mas centralidade não depende apenas de posição geográfica.
Um lugar é central quando concentra funções
Transporte.
Serviços.
Comércio.
Equipamentos públicos.
O Pinheirinho reúne esses elementos
Para muitos moradores do sul da cidade, resolver uma necessidade no Pinheirinho pode ser mais conveniente do que ir até o Centro.
Essa é uma grande mudança em relação ao antigo Capão do Alto.
O próprio conceito de distância mudou
No século XIX, percorrer o caminho entre a região e o núcleo urbano exigia tempo e esforço.
Hoje, a distância é vencida por diferentes meios de transporte.
A cidade cresceu no meio do caminho
Áreas antes rurais foram urbanizadas.
Bairros surgiram.
Avenidas conectaram regiões.
O Pinheirinho deixou de parecer distante
Ele passou a integrar uma mancha urbana contínua.
Essa transformação ajuda a perceber como Curitiba mudou de escala.
A BR-116 continuou influenciando o bairro
Mesmo depois da consolidação urbana, o corredor permaneceu como elemento estruturante.
O tráfego intenso também trouxe desafios.
Grandes vias podem separar territórios
Atravessá-las exige planejamento.
Pedestres e veículos precisam de estruturas adequadas.
Ao mesmo tempo, elas oferecem conectividade
É uma relação complexa.
A rodovia que ajudou a aproximar o Pinheirinho de outros lugares também produz impactos urbanos que precisam ser administrados.
O planejamento de Curitiba buscou organizar o crescimento
A expansão da cidade exigiu decisões sobre uso do solo e transporte.
Onde construir?
Como deslocar moradores?
Onde concentrar serviços?
O Pinheirinho tornou-se peça importante desse planejamento
Sua posição no Eixo Sul ajudou a consolidar essa função.
Transporte e ocupação passaram a estar relacionados
Quanto melhor a conexão, maior a possibilidade de concentrar moradia e atividades urbanas ao longo dos corredores.
Esse princípio marcou fortemente o desenvolvimento de Curitiba.
O bairro também criou uma identidade própria
Infraestrutura explica parte da história.
Mas bairros não são formados apenas por obras.
São formados por pessoas.
Moradores criam referências
Uma escola conhecida.
Uma esquina.
Um comércio antigo.
Uma praça.
Uma igreja.
Essas referências constroem pertencimento
Quem vive há décadas no Pinheirinho guarda uma cidade diferente daquela conhecida pelos moradores mais jovens.
Cada geração acrescenta uma camada à memória do bairro.
O comércio de bairro guarda parte dessa memória
Estabelecimentos podem sobreviver durante décadas.
Alguns passam de uma geração para outra.
Outros desaparecem
No lugar surgem novos prédios.
Novas lojas.
Novos serviços.
A transformação comercial acompanha a população
Quando hábitos mudam, o bairro também muda.
Fotografias antigas de ruas comerciais são especialmente úteis para perceber essa evolução.
As ruas registram diferentes épocas
Algumas vias mantêm traçados antigos.
Outras foram ampliadas.
Cruzamentos foram modificados.
O trânsito atual seria difícil de imaginar no século XIX
Ônibus.
Automóveis.
Motocicletas.
Caminhões.
Mas todos continuam utilizando corredores territoriais
Em alguns casos, caminhos modernos seguem lógicas de deslocamento estabelecidas há muito tempo.
A cidade substitui estruturas, mas frequentemente preserva direções e conexões.
A paisagem natural também mudou
O próprio nome Pinheirinho nos lembra de uma paisagem em que árvores possuíam grande presença visual.
A urbanização substituiu parte desses espaços.
Casas ocuparam terrenos
Ruas impermeabilizaram o solo.
Empreendimentos modificaram a paisagem.
Algumas referências naturais permaneceram
Elas ajudam a lembrar que o território existia muito antes da cidade atual.
Preservar áreas verdes é também manter parte dessa relação histórica.
A história indígena antecede todas essas transformações
Quando falamos em história de um bairro, é comum começar pelas fazendas ou pelos primeiros registros escritos.
Mas o território possui uma história anterior.
Povos indígenas ocuparam diferentes áreas do atual Paraná
Os registros associados à Escola Piratini ajudam a lembrar dessa presença.
A história urbana é apenas uma camada recente
Antes das propriedades rurais, outras relações com o território já existiam.
Reconhecer isso torna a narrativa histórica mais completa.
Capão do Alto quase desapareceu do vocabulário
Nomes antigos frequentemente deixam de ser utilizados quando uma região se transforma.
Hoje, poucas pessoas associariam imediatamente o Pinheirinho ao nome Capão do Alto.
Mas a denominação preserva uma fase importante
Ela pertence ao período anterior à consolidação do bairro.
Recuperar nomes antigos ajuda a reconstruir paisagens
Quando sabemos como um lugar era chamado, conseguimos pesquisar documentos, mapas e registros de outras épocas.
É uma porta para a memória.
O nome Pinheirinho venceu o tempo
Enquanto Capão do Alto se tornou uma referência histórica, Pinheirinho permaneceu.
A antiga denominação associada à propriedade e à paisagem passou a identificar toda uma região.
Hoje está em milhares de documentos
Endereços.
Linhas de ônibus.
Equipamentos públicos.
Comércios.
Tornou-se parte da identidade de Curitiba
Um nome que nasceu em uma paisagem muito menos urbana passou a representar um dos bairros mais conhecidos do sul da capital.
A Escola Piratini registra mais de meio século dessa transformação
Quando a escola surgiu em 1972, o Pinheirinho era diferente.
As crianças que entraram nas primeiras turmas hoje são adultos e idosos.
Muitas acompanharam o crescimento ao redor
Novas casas.
Mudanças no transporte.
Expansão comercial.
A escola permaneceu
Esse tipo de instituição funciona como ponto de estabilidade em uma paisagem que muda constantemente.
Por isso, sua história também pertence à história do bairro.
A Rua da Cidadania representa outra geração de desenvolvimento
Se a escola ajuda a representar a expansão residencial das décadas anteriores, a Rua da Cidadania simboliza uma fase posterior.
O bairro já possuía população suficiente para justificar uma grande estrutura descentralizada de atendimento.
Em 1996, o Pinheirinho já exercia outra função
Não era apenas lugar de moradia.
Era um centro regional
A implantação do equipamento confirma essa mudança de escala.
Serviços que antes exigiam deslocamentos maiores passaram a ser oferecidos ali.
Milhares de atendimentos mostram a importância atual
Com o passar dos anos, a Rua da Cidadania consolidou sua função.
A Prefeitura registra centenas de milhares de atendimentos anuais no equipamento.
Pessoas chegam de diferentes bairros
Utilizam serviços municipais.
Participam de atividades.
Buscam oportunidades de emprego.
O fluxo reforça a centralidade
A antiga região de pouso de viajantes continua recebendo pessoas.
Agora por motivos completamente diferentes.
Do tropeiro ao ônibus articulado
Poucas comparações sintetizam tão bem a transformação do Pinheirinho.
No passado, o deslocamento era feito sobre animais e caminhos de terra.
Hoje, o bairro participa de uma rede estruturada de transporte coletivo.
A velocidade mudou
A quantidade de pessoas transportadas também.
Mas a mobilidade continua no centro da história
O território se desenvolveu porque pessoas passaram por ele, pararam nele e finalmente escolheram morar nele.
É uma história profundamente ligada ao movimento.
Do armazém antigo ao comércio contemporâneo
O mesmo paralelo pode ser feito com a economia.
Viajantes precisavam de mantimentos.
Os primeiros estabelecimentos atendiam essas necessidades.
Hoje o público é outro
Moradores.
Trabalhadores.
Passageiros.
Mas a circulação continua sustentando atividades comerciais
O bairro mudou completamente de escala, enquanto algumas funções básicas permaneceram surpreendentemente semelhantes.
Pessoas circulam.
Precisam de produtos.
Precisam de serviços.
O comércio acompanha.
De fazenda a bairro consolidado
Talvez essa seja a maior transformação territorial.
Uma grande propriedade rural deu lugar, ao longo de muitas décadas, a uma área densamente ocupada.
O solo foi dividido
Ruas apareceram.
Casas foram construídas.
Equipamentos públicos acompanharam a população
Escolas.
Transporte.
Serviços administrativos.
A paisagem atual é resultado da soma de todas essas etapas.
O Pinheirinho continua mudando
Bairros nunca ficam definitivamente prontos.
Novos empreendimentos surgem.
Comércios mudam.
O transporte é atualizado.
Infraestruturas envelhecem e precisam ser renovadas
O comportamento dos moradores também se transforma.
A história permanece aberta
O Pinheirinho conhecido hoje será diferente daquele que existirá daqui a algumas décadas.
Registrar o presente é uma maneira de preservar a próxima camada de sua história.
Por que conhecer a história do Pinheirinho?
Porque ela mostra como Curitiba se expandiu para além de seu núcleo original.
A história da cidade não está apenas nas construções antigas do Centro.
Está também nos bairros
Nos caminhos que viraram avenidas.
Nas fazendas que deram lugar a loteamentos.
Nos terminais que reorganizaram deslocamentos.
O Pinheirinho reúne todos esses elementos
Seu desenvolvimento mostra a passagem de uma Curitiba rural para uma cidade metropolitana.
Uma história construída pelo movimento
Se existe um elemento capaz de ligar diferentes épocas do bairro, talvez seja a circulação.
No começo do século XIX, viajantes atravessavam o Capão do Alto.
Depois vieram estradas melhores.
A BR-116 aumentou a conexão
O transporte coletivo trouxe outra escala.
O Terminal Pinheirinho consolidou o bairro como ponto de integração.
A Rua da Cidadania acrescentou serviços
Cada etapa aumentou a quantidade de pessoas que utilizavam a região.
O Pinheirinho cresceu ao redor desse movimento.
Conclusão
A história do Pinheirinho revela uma transformação que levou quase dois séculos.
No início do século XIX, a região conhecida como Capão do Alto possuía uma paisagem predominantemente rural e servia de passagem e pouso para viajantes e tropeiros.
A circulação incentivou atividades de apoio.
Armazéns.
Hospedagem.
Alimentação.
Mais tarde, a Fazenda Pinheirinho ajudou a consolidar a denominação que acabaria identificando toda a região.
A divisão das propriedades abriu caminho para novas ocupações.
No século XX, uma transformação decisiva ocorreu com a implantação da BR-116, que aumentou a conectividade do sul de Curitiba e favoreceu o crescimento urbano.
A população aumentou.
Casas ocuparam antigas áreas abertas.
Escolas foram necessárias.
Em 1972, o Grupo Escolar Pinheirinho, atual Escola Municipal Piratini, tornou-se uma das referências dessa nova fase.
Depois veio outra transformação fundamental: o transporte coletivo.
O Terminal Pinheirinho integrou o bairro ao Eixo Sul e transformou a região em ponto de conexão para milhares de passageiros.
Em 1996, a inauguração da Rua da Cidadania reforçou definitivamente sua função como centralidade regional.
O antigo lugar de passagem tornou-se lugar de moradia, comércio, transporte e serviços.
Hoje, o Pinheirinho é uma região urbana consolidada e exerce influência sobre diferentes bairros do sul de Curitiba.
Mas alguns elementos de sua história permanecem.
O próprio nome ainda lembra uma paisagem marcada pelos pinheiros.
Os antigos caminhos sobrevivem na memória.
E a circulação de pessoas continua sendo uma das características mais importantes da região.
Do Capão do Alto ao Pinheirinho atual, o bairro mostra como caminhos, transporte, ocupação e serviços podem transformar completamente um território sem apagar todas as marcas de seu passado.
