História da Avenida Sete de Setembro: da antiga estrada à transformação de Curitiba

A Avenida Sete de Setembro é uma das vias que melhor ajudam a compreender como Curitiba se transformou ao longo do tempo.

Hoje, quem percorre a avenida encontra ônibus circulando por canaletas exclusivas, edifícios residenciais, comércio, ciclistas, pedestres, praças e alguns dos pontos mais conhecidos da região central.

Mas a paisagem nem sempre foi assim.

A História da Avenida Sete de Setembro atravessa diferentes momentos do desenvolvimento de Curitiba e está diretamente relacionada à ferrovia, ao crescimento comercial, à expansão urbana e, posteriormente, à implantação do sistema de transporte que se tornaria uma das características mais conhecidas da capital paranaense.

No final do século XIX, a região onde seria instalada a Estação Ferroviária ainda estava afastada do núcleo urbano mais consolidado.

A chegada dos trilhos mudou esse cenário.

A cidade começou a crescer em direção à estação.

Novas ruas apareceram.

Quadras foram planejadas.

Hotéis e estabelecimentos comerciais acompanharam o movimento de passageiros.

Décadas depois, outra transformação faria da Sete de Setembro um dos principais eixos estruturais de Curitiba.

A avenida passou a receber o transporte coletivo em canaleta exclusiva e tornou-se parte de uma estratégia urbana que relacionava transporte, ocupação do solo e crescimento vertical.

Sua história, portanto, não é apenas a história de uma avenida.

É também uma história sobre como Curitiba cresceu e organizou seus deslocamentos.

História da Avenida Sete de Setembro começa antes da paisagem atual

Para imaginar a região no século XIX, é necessário esquecer por alguns instantes os edifícios, os ônibus e o trânsito atual.

Curitiba ainda era uma cidade relativamente pequena.

O núcleo urbano estava concentrado ao redor de áreas como a atual Praça Tiradentes.

Mais distante, existiam terrenos pouco ocupados, áreas rurais e caminhos que gradualmente seriam incorporados à cidade.

Uma dessas regiões ficava próxima ao local onde seria construída a Estação Ferroviária.

A decisão de instalar a estação ali mudaria definitivamente o crescimento de Curitiba.

A ferrovia transformou a região

A Estrada de Ferro Paranaguá-Curitiba foi concluída em 1885.

A obra representava uma transformação enorme para a capital.

Curitiba ganhava uma ligação ferroviária com o litoral.

Passageiros poderiam chegar e partir de trem.

Mercadorias também circulariam pelos trilhos.

Mas existia uma questão urbana importante.

A estação não ficava no centro consolidado da cidade.

Era necessário criar uma ligação eficiente entre os dois pontos.

Essa necessidade ajudou a reorganizar toda a região.

A estação foi instalada na atual Sete de Setembro

O engenheiro Antonio Ferrucci, responsável pela construção da estrada de ferro, escolheu para a estação uma área localizada na região da atual Avenida Sete de Setembro.

A escolha era estratégica.

O local mantinha certa distância do núcleo urbano, permitindo a criação de uma ligação ampla entre a estação e a cidade.

A partir dessa decisão, Curitiba começou a avançar em direção à ferrovia.

A História da Avenida Sete de Setembro passou a caminhar junto com a história da expansão urbana da capital.

A região era quase uma campina

É difícil imaginar isso observando a paisagem atual.

No final do século XIX, áreas próximas à estação eram pouco ocupadas.

A região da atual Praça Eufrásio Correia, por exemplo, havia sido conhecida como Potreiro do Conselho.

Documentos históricos descrevem a área como uma campina praticamente desabitada e sujeita a alagamentos.

A chegada da ferrovia mudaria completamente esse cenário.

Onde existiam terrenos pouco urbanizados começaria a surgir uma nova parte da cidade.

A Estação Ferroviária criou uma nova porta de entrada

Durante décadas, a estação foi um dos principais pontos de chegada a Curitiba.

Imagine a experiência de um viajante.

O trem parava.

Passageiros desembarcavam.

Bagagens eram retiradas.

Carroças, veículos e posteriormente bondes ajudavam a distribuir as pessoas pela cidade.

A região da Sete de Setembro tornou-se um dos primeiros cenários observados por quem chegava à capital.

Essa condição trouxe movimento.

E movimento costuma atrair comércio.

Hotéis e estabelecimentos acompanharam os passageiros

A presença da estação criou oportunidades.

Viajantes precisavam de hospedagem.

Precisavam se alimentar.

Precisavam contratar serviços.

Comerciantes perceberam esse fluxo.

Hotéis apareceram nas proximidades.

Lojas também.

A região ganhou importância econômica.

A ferrovia não apenas transportava passageiros.

Ela criava uma nova centralidade urbana.

História da Avenida Sete de Setembro e a Nova Corityba

A expansão provocada pela ferrovia não aconteceu apenas de maneira espontânea.

O engenheiro italiano Ernesto Guaita teve participação importante na organização do espaço entre o antigo núcleo urbano e a estação.

A Rua da Liberdade, atual Rua Barão do Rio Branco, serviu como referência para a criação de novas quadras.

Linhas paralelas e perpendiculares foram traçadas.

O objetivo era organizar a ocupação da área.

Esse projeto ficou conhecido como Nova Corityba.

Essa transformação também está diretamente ligada à Rua Barão do Rio Branco, antigo eixo que conectava a estação ao núcleo urbano e que se tornaria um dos endereços políticos mais importantes de Curitiba.

Curitiba começava a planejar sua expansão

A Nova Corityba representa um capítulo importante do urbanismo local.

Em vez de permitir que a ocupação avançasse completamente sem organização, buscava-se criar um desenho regular.

Ruas retas.

Quadras definidas.

Conexões com a estação.

A cidade começava a se expandir de maneira mais planejada.

A região da Sete de Setembro estava diretamente inserida nesse processo.

A ferrovia aproximou partes da cidade

No início, existia uma separação clara entre a estação e o núcleo central.

Com o crescimento, essa distância começou a desaparecer.

Construções ocuparam os terrenos intermediários.

Novas atividades apareceram.

O comércio cresceu.

Serviços se instalaram.

A cidade preenchia o espaço entre o antigo Centro e a ferrovia.

Pouco a pouco, a estação deixava de parecer distante.

O nome Sete de Setembro carrega uma referência nacional

A denominação da avenida homenageia uma das datas mais conhecidas da história brasileira.

7 de setembro de 1822 marca a Independência do Brasil.

Ruas e avenidas com esse nome existem em inúmeras cidades brasileiras.

Em Curitiba, porém, a denominação acabou sendo associada a uma via que teria enorme importância para o desenvolvimento urbano.

Assim, uma data nacional passou a identificar um endereço profundamente ligado à história local.

História da Avenida Sete de Setembro também é história ferroviária

Durante boa parte do século XX, a ferrovia continuou marcando a região.

Trens chegavam.

Passageiros circulavam.

Mercadorias eram transportadas.

A estação fazia parte do cotidiano curitibano.

A movimentação ferroviária ajudou a consolidar o caráter comercial dos arredores.

Ainda hoje, mesmo depois da mudança das funções ferroviárias, é impossível contar a História da Avenida Sete de Setembro sem falar dos trilhos.

A antiga estação permanece na paisagem

O transporte ferroviário de passageiros perdeu posteriormente a importância que possuía.

Mas o edifício da antiga estação não desapareceu.

A fachada histórica foi preservada e passou a integrar um novo complexo.

Atualmente, o antigo edifício ferroviário está associado ao Museu Ferroviário e ao conjunto do Shopping Estação.

A função mudou.

A memória permaneceu.

O Museu Ferroviário ajuda a contar esse passado

A preservação de elementos ferroviários permite compreender melhor a importância daquele período.

Fotografias.

Objetos.

Equipamentos.

Documentos.

Esses registros mostram uma Curitiba em que o trem fazia parte da experiência cotidiana da cidade.

Para quem observa apenas o trânsito atual da Sete de Setembro, essa realidade pode parecer distante.

Mas durante décadas ela foi fundamental.

A Praça Eufrásio Correia tornou-se parte desse cenário

Em frente à antiga estação encontra-se outro espaço histórico importante.

A Praça Eufrásio Correia acompanhou diferentes momentos da transformação da região.

Sua localização fazia dela parte da experiência de quem chegava à cidade pela ferrovia.

Ao longo do tempo, construções importantes surgiram em seu entorno.

A praça passou a funcionar como ponto de encontro entre transporte, comércio e vida urbana.

A cidade continuou crescendo

Curitiba entrou no século XX em transformação.

A população aumentou.

Novos bairros surgiram.

O uso dos automóveis cresceu.

O transporte coletivo ganhou importância.

Antigos caminhos precisaram ser ampliados.

Novas avenidas foram implantadas.

A cidade já não podia funcionar com a mesma estrutura viária do século anterior.

A Sete de Setembro acompanharia essas mudanças.

História da Avenida Sete de Setembro e o planejamento urbano

Durante o século XX, Curitiba começou a desenvolver planos mais amplos para organizar seu crescimento.

Um dos marcos foi o Plano Agache, elaborado na década de 1940.

O plano propunha uma reorganização urbana baseada em diferentes funções para determinadas regiões.

Embora nem todas as propostas tenham sido executadas, ele influenciou discussões posteriores sobre a cidade.

Nas administrações seguintes, grandes avenidas foram implantadas ou ampliadas.

Entre elas estava a Sete de Setembro.

A avenida assumiu uma escala diferente

O crescimento exigia vias capazes de receber maior fluxo.

A Sete de Setembro deixou de ser observada apenas como parte do entorno ferroviário.

Sua função urbana se ampliava.

Ela começava a integrar uma rede de avenidas responsáveis por conectar diferentes regiões.

Comércio e serviços acompanhavam esse movimento.

A verticalização também começaria a modificar a paisagem.

Edifícios começaram a substituir construções menores

Como aconteceu em outras áreas centrais de Curitiba, a valorização dos terrenos incentivou novas construções.

Casas e sobrados passaram a dividir espaço com prédios maiores.

Mais tarde, edifícios residenciais e comerciais transformariam completamente alguns trechos.

A avenida começava a crescer verticalmente.

Essa mudança seria ainda mais intensa depois da implantação dos eixos estruturais.

Curitiba precisava organizar o crescimento

Na segunda metade do século XX, a cidade enfrentava um desafio cada vez maior.

A população aumentava rapidamente.

Novos bairros apareciam.

Mais pessoas precisavam chegar ao Centro.

Mais automóveis ocupavam as ruas.

O transporte coletivo precisava ser reorganizado.

A solução encontrada por Curitiba buscaria integrar transporte e planejamento urbano.

E a Avenida Sete de Setembro teria papel fundamental nesse projeto.

O Plano Diretor de 1966 mudou a lógica urbana

O planejamento desenvolvido durante a década de 1960 propôs uma estrutura diferente para o crescimento de Curitiba.

Em vez de permitir uma expansão concentrada apenas no núcleo central, a cidade deveria crescer ao longo de determinados eixos.

Esses corredores receberiam transporte coletivo de alta capacidade.

Ao mesmo tempo, o zoneamento permitiria maior densidade de construções em suas proximidades.

Nascia a lógica dos eixos estruturais.

História da Avenida Sete de Setembro entra na era dos ônibus expressos

A Sete de Setembro tornou-se parte de um dos conjuntos de vias estruturais de Curitiba.

Ela passou a funcionar junto às avenidas Visconde de Guarapuava e Silva Jardim.

Cada uma assumia uma função dentro do sistema.

A Sete de Setembro receberia o corredor de transporte coletivo.

As vias paralelas ajudariam a distribuir o tráfego de automóveis.

Essa configuração ficou conhecida como Sistema Trinário.

O Sistema Trinário reorganizou o trânsito

A lógica era relativamente simples.

Uma avenida central concentrava o transporte coletivo e o tráfego local.

Duas vias paralelas recebiam fluxos rápidos em sentidos opostos.

No caso da Sete de Setembro, Visconde de Guarapuava e Silva Jardim passaram a complementar o sistema.

A proposta permitia combinar transporte público, circulação de automóveis e crescimento urbano.

Não se tratava apenas de construir uma faixa para ônibus.

Era uma estratégia de organização da cidade.

A canaleta exclusiva mudou a avenida

A implantação de corredores exclusivos para ônibus transformou fisicamente a Sete de Setembro.

O transporte coletivo passou a ocupar uma área central reservada.

Os ônibus poderiam circular separados de parte do trânsito comum.

Nas laterais, outras pistas continuavam atendendo veículos e acessos locais.

A paisagem da avenida ganhou uma configuração que se tornaria familiar para gerações de curitibanos.

O ônibus expresso tornou-se símbolo de Curitiba

Em 1974, Curitiba iniciou a operação de seu sistema de ônibus expressos.

A proposta ganhou projeção ao longo das décadas seguintes.

Ônibus de maior capacidade.

Canaletas exclusivas.

Estações.

Integração.

Terminais.

O modelo seria continuamente ampliado e aperfeiçoado.

A Sete de Setembro tornou-se um dos cenários mais conhecidos desse sistema.

Transporte e prédios cresceram juntos

Um aspecto fundamental do planejamento curitibano era relacionar transporte coletivo e ocupação urbana.

As regiões próximas aos eixos estruturais poderiam receber maior densidade.

Isso estimulou a construção de edifícios ao longo desses corredores.

A Sete de Setembro começou a apresentar uma paisagem cada vez mais vertical.

Onde antes existiam construções menores, surgiram prédios residenciais e comerciais.

História da Avenida Sete de Setembro pode ser lida na altura dos prédios

Quem observa a avenida percebe essa relação.

Grandes edifícios aparecem em diferentes trechos.

A concentração não é apenas resultado do mercado imobiliário.

Ela também está relacionada às regras urbanísticas que incentivaram maior densidade ao longo dos corredores de transporte.

A forma da cidade foi influenciada pela maneira como as pessoas deveriam se deslocar.

Esse é um dos aspectos mais interessantes da História da Avenida Sete de Setembro.

A avenida atravessa diferentes paisagens

Ao longo de seu percurso, a Sete de Setembro encontra regiões com características distintas.

O Centro possui forte presença comercial.

O Rebouças carrega uma história ligada à ferrovia, indústria e serviços.

Água Verde e Batel apresentam outras configurações residenciais e comerciais.

Em direção ao Seminário, a paisagem novamente se transforma.

A avenida funciona como uma espécie de corte transversal da cidade.

O Mercado Municipal tornou-se uma referência

Outro importante ponto localizado na Avenida Sete de Setembro é o Mercado Municipal de Curitiba.

O espaço tornou-se referência para compra de alimentos, produtos importados, ingredientes especiais e gastronomia.

Sua presença reforça o caráter comercial da avenida.

Assim como a antiga estação atraía movimento, o Mercado Municipal continua trazendo diariamente consumidores de diferentes regiões.

A Praça do Japão marca outro trecho da avenida

Mais adiante está a Praça do Japão.

O espaço homenageia a imigração japonesa e tornou-se um dos pontos conhecidos de Curitiba.

Jardins.

Arquitetura inspirada na cultura japonesa.

Cerejeiras.

Equipamentos culturais.

A presença da praça acrescenta outra camada à diversidade da Sete de Setembro.

A avenida conecta, portanto, referências históricas e culturais bastante diferentes.

A Praça Oswaldo Cruz também faz parte do percurso

Outro espaço importante associado à via é a Praça Oswaldo Cruz.

Sua localização próxima ao Centro faz dela uma referência para atividades esportivas e de lazer.

A presença de diferentes praças mostra que a Sete de Setembro não funciona apenas como corredor de transporte.

Ela também encontra espaços destinados à permanência e convivência.

A avenida se tornou um grande eixo comercial

O movimento constante favoreceu atividades econômicas.

Lojas.

Restaurantes.

Mercados.

Serviços.

Escritórios.

Empresas.

O comércio encontrou na avenida uma grande circulação de pessoas.

Essa relação entre mobilidade e atividade econômica acompanha a Sete de Setembro desde os tempos da estação ferroviária.

Os meios de transporte mudaram.

A importância do fluxo permaneceu.

A antiga estação ganhou uma nova função comercial

Talvez um dos melhores exemplos dessa transformação seja o próprio complexo ferroviário.

Um lugar originalmente destinado à chegada e partida de trens passou a integrar um grande centro comercial.

A mudança mostra como edifícios e áreas urbanas podem adquirir funções completamente diferentes ao longo do tempo.

Ao mesmo tempo, a preservação da antiga estação permite que parte da memória permaneça visível.

História da Avenida Sete de Setembro e as mudanças na mobilidade

A avenida já esteve associada ao trem.

Depois acompanhou bondes e automóveis.

Mais tarde tornou-se um dos principais corredores do sistema de ônibus expressos.

E no século XXI recebeu outra transformação relacionada à mobilidade.

A bicicleta ganhou um espaço mais evidente.

Em 2014, a Sete de Setembro recebeu a primeira Via Calma de Curitiba.

A primeira Via Calma de Curitiba surgiu na Sete de Setembro

A proposta foi implantada nas pistas laterais da avenida.

O objetivo era permitir um compartilhamento mais seguro entre automóveis e bicicletas.

A velocidade máxima nas pistas laterais foi reduzida.

A sinalização passou a indicar a presença prioritária dos ciclistas em determinados espaços.

Era uma tentativa de reorganizar novamente a relação entre diferentes formas de deslocamento.

A bicicleta ganhou espaço na avenida

A transformação é interessante quando observada historicamente.

No século XIX, a região era marcada pela ferrovia.

No século XX, ônibus e automóveis ganharam protagonismo.

No século XXI, a bicicleta passou a fazer parte de maneira mais explícita do planejamento.

A mesma avenida precisou se adaptar a diferentes conceitos de mobilidade.

Isso mostra que o desenho urbano nunca é definitivo.

Pedestres também fazem parte dessa história

Embora a Sete de Setembro seja frequentemente lembrada por seus sistemas de transporte, milhares de pessoas percorrem suas calçadas diariamente.

Trabalhadores.

Moradores.

Consumidores.

Estudantes.

Turistas.

Usuários do transporte coletivo.

A qualidade das calçadas, travessias e espaços públicos influencia diretamente a experiência dessas pessoas.

Uma avenida não existe apenas para veículos.

A arborização também transformou a paisagem

Outra mudança recente ocorreu com o plantio de centenas de cerejeiras-do-japão em parte da avenida.

Entre 2022 e 2023, a Prefeitura plantou 391 cerejeiras no trecho entre a Rua Mariano Torres e a Praça do Japão.

A iniciativa criou um corredor verde ao longo da via.

Com o crescimento das árvores, a paisagem deverá ganhar uma característica ainda mais marcante durante os períodos de floração.

As cerejeiras criam uma ligação simbólica

A escolha também conversa com a presença da Praça do Japão.

As árvores reforçam uma identidade paisagística associada a esse trecho da cidade.

É mais uma camada acrescentada à avenida.

Trilhos.

Estação.

Comércio.

Ônibus expressos.

Ciclovia compartilhada.

Arborização.

Cada geração acrescentou algo diferente.

A Sete de Setembro continua sendo transformada

Nenhuma avenida importante permanece congelada.

O pavimento precisa ser recuperado.

O transporte coletivo evolui.

Novos veículos entram em operação.

Estações são modificadas.

Calçadas recebem intervenções.

Edifícios mudam de uso.

A História da Avenida Sete de Setembro continua sendo escrita justamente porque Curitiba continua mudando.

A tecnologia do transporte também evoluiu

Os primeiros ônibus expressos pertenciam a uma realidade muito diferente da atual.

Com o passar das décadas, veículos maiores foram introduzidos.

Articulados.

Biarticulados.

Novos sistemas de embarque.

Estações-tubo.

Tecnologias de pagamento.

A avenida acompanhou várias dessas transformações.

O corredor que antes representava uma inovação passou a exigir atualizações constantes.

A Sete de Setembro ajuda a explicar o modelo urbano de Curitiba

Quando se fala sobre planejamento urbano curitibano, muitas vezes aparecem conceitos abstratos.

Eixos estruturais.

Adensamento.

Transporte coletivo.

Sistema Trinário.

Uso do solo.

Na Sete de Setembro, porém, essas ideias podem ser observadas fisicamente.

A canaleta está ali.

Os edifícios altos estão ao redor.

As vias rápidas estão próximas.

Comércio e serviços acompanham o eixo.

A teoria ganhou forma urbana.

A avenida mudou junto com os meios de transporte

Podemos imaginar uma sequência.

Primeiro, a ferrovia.

Depois, os bondes e os veículos motorizados.

Em seguida, o crescimento dos automóveis.

Depois, o ônibus expresso.

Mais tarde, sistemas de maior capacidade.

E finalmente uma atenção crescente à bicicleta e ao pedestre.

Cada etapa exigiu adaptações.

A avenida funciona quase como um arquivo da história da mobilidade curitibana.

História da Avenida Sete de Setembro também é história do comércio

A relação começou ainda com a estação.

Passageiros significavam consumidores.

Consumidores atraíam negócios.

Décadas depois, a mesma lógica continuou associada ao transporte coletivo.

Milhares de passageiros circulando diariamente criam oportunidades para lojas e serviços.

O desenvolvimento econômico de uma avenida está frequentemente relacionado à facilidade com que as pessoas conseguem chegar até ela.

A paisagem mistura diferentes épocas

Alguns pontos remetem diretamente ao passado ferroviário.

Outros representam o planejamento modernista do século XX.

Edifícios altos revelam o adensamento dos eixos estruturais.

Praças preservam referências culturais.

Novos projetos de mobilidade representam preocupações contemporâneas.

Tudo isso aparece na mesma avenida.

Da campina aos grandes edifícios

Talvez nenhuma comparação seja tão impressionante.

No século XIX, a área próxima à futura estação era descrita como uma região praticamente desabitada.

Hoje, alguns dos trechos mais movimentados da cidade passam por ali.

Edifícios ocupam terrenos que antes estavam vazios.

Milhares de pessoas circulam diariamente.

Ônibus atravessam o corredor em intervalos constantes.

A transformação aconteceu em pouco mais de um século.

A ferrovia deixou marcas mesmo depois dos trens

Quando uma infraestrutura desaparece ou muda de função, sua influência pode permanecer.

A estação ferroviária ajudou a definir o crescimento daquela parte de Curitiba.

Novas ruas foram abertas por causa dela.

Comércio se desenvolveu ao redor.

A cidade avançou em sua direção.

Mesmo que os trens de passageiros já não desempenhem o mesmo papel, a forma urbana criada naquele período permanece.

O transporte coletivo criou uma segunda grande transformação

Se a ferrovia foi responsável por uma primeira mudança profunda, os eixos estruturais produziram outra.

A Sete de Setembro voltou a ser reorganizada em torno do transporte.

Desta vez, não eram trens chegando à estação.

Eram ônibus circulando pela cidade.

Novamente, mobilidade e urbanização caminhavam juntas.

A história parecia repetir um princípio em outra escala.

Preservar a memória ajuda a compreender a avenida

Muitas pessoas utilizam a Sete de Setembro apenas como caminho.

Isso é natural.

Uma avenida faz parte da rotina.

Mas conhecer sua história muda a maneira de observá-la.

A antiga estação deixa de ser apenas uma fachada.

A Praça Eufrásio Correia ganha outro significado.

Os edifícios altos passam a revelar uma política de planejamento.

A canaleta deixa de ser apenas uma pista para ônibus.

Cada elemento passa a contar alguma coisa.

Por que conhecer a História da Avenida Sete de Setembro?

Porque ela reúne diferentes capítulos fundamentais de Curitiba.

A ferrovia.

A expansão planejada.

O comércio.

A verticalização.

O Plano Diretor.

Os eixos estruturais.

O ônibus expresso.

O Sistema Trinário.

A bicicleta.

A arborização.

Poucas avenidas permitem observar tantas transformações urbanas em um mesmo percurso.

A Sete de Setembro funciona como uma linha do tempo

Começar pela região da antiga estação já revela o século XIX.

Seguir pela avenida permite observar a Curitiba que cresceu ao longo do século XX.

As canaletas remetem à transformação do transporte coletivo.

Os grandes edifícios mostram o adensamento dos eixos estruturais.

A Via Calma representa novas preocupações com mobilidade.

As cerejeiras acrescentam uma transformação paisagística contemporânea.

Cada trecho possui uma camada.

História da Avenida Sete de Setembro continua sendo escrita

A cidade não terminou.

Novos projetos de transporte continuam sendo discutidos e implantados.

Tecnologias mudam.

Hábitos de deslocamento se transformam.

As necessidades ambientais ganham importância.

O espaço urbano precisa responder a essas mudanças.

Assim como a Sete de Setembro não permaneceu igual desde 1885, dificilmente permanecerá igual nas próximas décadas.

Essa continuidade é justamente o que torna sua história tão interessante.

Conclusão: História da Avenida Sete de Setembro e a transformação de Curitiba

A História da Avenida Sete de Setembro acompanha alguns dos momentos mais importantes do desenvolvimento urbano de Curitiba.

No final do século XIX, a região próxima à atual Praça Eufrásio Correia ainda possuía áreas pouco ocupadas.

Então chegou a ferrovia.

A conclusão da Estrada de Ferro Paranaguá-Curitiba, em 1885, mudou a relação da cidade com aquela região.

A Estação Ferroviária criou uma nova porta de entrada.

Passageiros chegaram.

Mercadorias circularam.

Hotéis e estabelecimentos comerciais apareceram.

Curitiba começou a crescer em direção aos trilhos.

O planejamento acompanhou essa expansão.

O projeto conhecido como Nova Corityba organizou novas quadras entre o núcleo urbano e a estação.

Uma área antes pouco ocupada foi gradualmente incorporada ao Centro.

Mas essa seria apenas a primeira grande transformação.

Durante o século XX, Curitiba cresceu rapidamente.

A população aumentou.

Automóveis ocuparam as ruas.

Novos bairros surgiram.

A cidade precisava reorganizar sua mobilidade.

O planejamento urbano passou a orientar o crescimento ao longo de eixos estruturais.

E a Avenida Sete de Setembro tornou-se um deles.

A canaleta exclusiva para transporte coletivo transformou sua paisagem.

O ônibus expresso passou a circular pelo eixo.

Visconde de Guarapuava e Silva Jardim complementaram o Sistema Trinário.

Ao redor do corredor, o zoneamento incentivou maior densidade.

Edifícios cresceram.

Comércio e serviços se fortaleceram.

Mais uma vez, transporte e desenvolvimento urbano estavam diretamente relacionados.

Décadas depois, novas necessidades apareceram.

A bicicleta ganhou espaço.

Em 2014, a Sete de Setembro recebeu a primeira Via Calma de Curitiba.

A arborização também passou a transformar o cenário, incluindo o plantio de centenas de cerejeiras em parte da avenida.

Assim, a mesma via atravessou diferentes conceitos de cidade.

Primeiro, a Curitiba ferroviária.

Depois, a cidade dos automóveis.

A Curitiba dos ônibus expressos.

A cidade dos grandes eixos estruturais.

E agora uma capital que procura conciliar transporte coletivo, automóveis, bicicletas, pedestres e áreas verdes.

Por isso, conhecer a História da Avenida Sete de Setembro é muito mais do que descobrir a origem de uma avenida.

É acompanhar Curitiba enquanto ela cresce, testa soluções, transforma seus meios de transporte e reorganiza sua paisagem.

A antiga campina tornou-se região ferroviária.

A região ferroviária tornou-se centro comercial.

A avenida tornou-se eixo estrutural.

E o eixo continua mudando.

Em diferentes épocas, a Sete de Setembro esteve no centro das transformações da mobilidade curitibana.

E continua sendo uma das melhores vias para observar como o passado, o presente e o futuro de Curitiba podem ocupar o mesmo endereço.

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