Pia Lazzari Bertoldi: uma memória feminina nas ruas de Curitiba

Pia Lazzari Bertoldi permanece presente no cotidiano de Curitiba de uma maneira silenciosa, mas duradoura.

Seu nome identifica uma rua no Campo de Santana, na região sul da cidade.

Todos os dias, moradores passam por ela.

Famílias utilizam o endereço.

Crianças percorrem o entorno a caminho da escola.

Motoristas observam suas placas.

Correspondências chegam às residências.

Mas existe uma pergunta por trás desse nome.

Quem foi Pia?

A resposta ainda não é simples.

Ao contrário de personagens amplamente conhecidos, cuja trajetória pode ser reconstruída em livros, jornais e documentos disponíveis na internet, a história pessoal de Pia ainda precisa ser recuperada com maior segurança documental.

Mesmo assim, seu nome sobreviveu.

E existe algo especialmente interessante nessa permanência.

Pia não está sozinha.

No Campo de Santana, diferentes nomes femininos associados aos sobrenomes Bertoldi e Bertholdi aparecem nas placas das ruas.

Fanny Bertoldi.

Joana Roncaglio Bertoldi.

Lydia Girardi Bertoldi.

Alda Bassetti Bertholdi.

Belmira Carvalho Bertoldi.

São mulheres que continuam presentes no mapa, mesmo quando suas biografias já não são facilmente conhecidas pelos moradores atuais.

A Rua Pia Lazzari Bertoldi oferece, portanto, duas histórias.

Uma está escondida no passado.

A outra continua sendo construída no presente.

Quem foi Pia Lazzari Bertoldi?

Esta é a principal pergunta relacionada ao endereço.

Quem foi Pia Lazzari Bertoldi?

Até o momento, as fontes disponíveis não permitem apresentar com segurança uma biografia completa da mulher cujo nome foi preservado na rua.

Isso exige cautela

Encontrar alguém com nome semelhante não basta.

Localizar uma família Bertoldi também não resolve automaticamente a questão.

Precisamos estabelecer uma ligação documental

A pessoa encontrada precisa estar diretamente relacionada ao ato que denominou o logradouro.

Sem essa conexão, qualquer biografia seria apenas uma possibilidade.

E possibilidades não devem ser apresentadas como fatos.

A placa preservou aquilo que os documentos ainda não revelaram

Existe uma situação curiosa aqui.

Talvez milhares de pessoas já tenham pronunciado o nome Pia Lazzari Bertoldi.

Mesmo assim, poucas provavelmente saberiam explicar quem ela foi.

A memória urbana funciona dessa maneira

Uma cidade pode preservar um nome por muito mais tempo do que preserva a história da pessoa.

O endereço continua existindo

Cadastros repetem o nome.

Mapas registram.

Moradores utilizam.

Com o passar das gerações, porém, a origem pode desaparecer da memória coletiva.

Pia permanece literalmente no mapa

Esse é um tipo particular de homenagem.

Uma placa de rua não está guardada em um museu.

Ela faz parte da vida cotidiana.

Pessoas passam por ela sem perceber

Outras a procuram porque precisam encontrar determinado endereço.

Algumas talvez façam a pergunta

“Quem foi Pia Lazzari Bertoldi?”

Essa curiosidade é justamente o começo de uma pesquisa histórica.

O nome Lazzari pode ser uma pista importante

Pia possui uma característica que ajuda a diferenciá-la de vários outros Bertoldi presentes na região.

Seu nome inclui Lazzari.

Isso pode ser relevante em futuras pesquisas

Sobrenomes adicionais ajudam a reduzir o número de possibilidades.

Certidões podem utilizar combinações diferentes

Uma mulher pode aparecer em determinados registros com o sobrenome de nascimento e, em outros, com sobrenomes adquiridos posteriormente.

Por isso, “Lazzari” merece atenção.

Certidões podem revelar novas informações

Nascimento.

Casamento.

Óbito.

Esses documentos podem ajudar a reconstruir uma trajetória.

Um registro de casamento pode conectar famílias

Uma certidão de óbito pode informar idade, parentes e local de residência.

Registros de nascimento ajudam a retroceder outra geração

Mas ainda existe uma etapa essencial.

Depois de localizar uma possível Pia, seria necessário provar que ela é justamente a pessoa homenageada pela rua.

O ato de denominação continua sendo uma peça fundamental

Uma das melhores fontes seria a legislação que atribuiu o nome ao logradouro.

Dependendo do período, pode existir uma lei.

Um decreto.

Um projeto apresentado à Câmara Municipal

Ou um processo administrativo.

Alguns desses documentos possuem justificativas

Quando isso acontece, podem aparecer informações biográficas.

Profissão.

Relação com Curitiba.

Participação comunitária.

Familiares.

É esse tipo de documento que pode transformar uma hipótese em história comprovada.

Mulheres também estão presentes na memória urbana

Quando pensamos em nomes históricos de ruas, é comum lembrar rapidamente de políticos, militares e outras figuras masculinas.

Mas a cidade também preserva muitas mulheres.

Algumas foram artistas

Professoras.

Profissionais de diferentes áreas

Moradoras importantes para determinada comunidade.

Integrantes de famílias ligadas à formação de bairros.

Outras ainda precisam ter suas trajetórias recuperadas.

Pia parece estar nesse último grupo.

O Campo de Santana guarda vários nomes femininos

É justamente no entorno da Rua Pia Lazzari Bertoldi que essa característica fica especialmente visível.

Fanny Bertoldi possui uma rua.

Joana Roncaglio Bertoldi também.

Lydia Girardi Bertoldi aparece no mapa

Belmira Carvalho Bertoldi igualmente.

Alda Bassetti Bertholdi completa outra parte desse conjunto

A concentração desperta perguntas sobre a história territorial da região.

Isso significa que todas pertenciam à mesma família?

Não podemos afirmar.

É uma hipótese tentadora.

Mas sobrenomes semelhantes e proximidade geográfica não constituem prova suficiente de parentesco.

Para estabelecer relações familiares, precisamos de documentos

Certidões.

Inventários.

Registros de imóveis

Árvores genealógicas acompanhadas de fontes.

Documentação municipal.

Somente depois dessas verificações seria possível afirmar conexões entre as homenageadas.

Bertoldi e Bertholdi também aparecem com grafias diferentes

Outro detalhe interessante está na própria escrita.

Algumas ruas utilizam Bertoldi.

Outras aparecem como Bertholdi.

Essa diferença pode ter várias explicações

Mas escolher uma delas sem documentos seria precipitado.

Pode existir uma variação histórica

Pode haver famílias diferentes.

Pode haver mudanças na maneira como determinados nomes foram registrados.

Essa é mais uma questão que merece investigação.

Pia representa uma memória feminina ainda aberta

Não conhecer toda a biografia não reduz o interesse histórico do nome.

Na verdade, cria uma oportunidade.

Existe uma história esperando para ser recuperada

Talvez em um arquivo.

Talvez em uma família.

Talvez em um jornal antigo

Ou em um processo municipal pouco consultado.

Enquanto essa descoberta não acontece, a rua mantém o nome vivo.

A Rua Pia Lazzari Bertoldi ganhou sua própria história

Uma rua não depende apenas da biografia da pessoa homenageada para possuir memória.

Depois de receber um nome, o lugar começa a acumular acontecimentos próprios.

Moradores chegam

Casas são construídas.

A infraestrutura muda

Serviços aparecem.

Novas gerações crescem naquele endereço.

Foi exatamente isso que aconteceu no Campo de Santana.

O bairro cresceu e novas demandas apareceram

O Campo de Santana passou por um processo importante de expansão residencial.

O aumento da população modificou as necessidades locais.

Ruas precisaram receber infraestrutura

Pavimentação.

Drenagem.

Educação

Mobilidade.

Segurança viária.

As melhorias chegaram em diferentes momentos.

E a Rua Pia Lazzari Bertoldi participou diretamente desse processo.

Durante um período, parte da rua ainda era de saibro

Hoje, quem observa determinado trecho pavimentado pode imaginar que ele sempre foi assim.

Mas a infraestrutura urbana possui história.

A Pia Lazzari Bertoldi entrou no Programa Asfalto no Saibro

A iniciativa municipal buscava transformar vias que ainda possuíam revestimento primário.

Um trecho específico foi contemplado

A obra atingiu aproximadamente 293,5 metros.

Esse número ficou registrado nos documentos municipais.

O trecho ficava entre duas outras ruas

A intervenção ocorreu entre as ruas Belmira Carvalho Bertoldi e Iracema Gonçalves Carvalho.

Mais uma vez, o sobrenome Bertoldi aparece diretamente na geografia local.

A obra fazia parte de uma etapa muito maior

Diferentes bairros de Curitiba receberam intervenções.

No Campo de Santana, várias ruas estavam incluídas

O objetivo era substituir o saibro e implantar infraestrutura necessária à pavimentação.

Asfalto muda muito mais do que a aparência

Quem vive em uma rua de saibro conhece diferenças que desaparecem depois da pavimentação.

Em períodos secos, existe poeira.

Em dias de chuva, as condições mudam completamente

Água e lama podem dificultar a circulação.

Veículos enfrentam outra realidade

O acesso às residências também é afetado.

Quando o asfalto chega, o cotidiano muda.

A drenagem é parte dessa transformação

Pavimentar uma rua não significa simplesmente espalhar uma nova camada sobre o solo.

A água precisa ser conduzida.

A infraestrutura de drenagem possui papel essencial

Sem ela, problemas podem surgir rapidamente.

Por isso, programas de pavimentação envolvem diferentes etapas

O que o morador vê na superfície é apenas uma parte do trabalho.

Sob e ao redor do pavimento existe outra infraestrutura.

A rua passou a assumir funções comunitárias

Com a consolidação do bairro, o endereço deixou de representar apenas residências.

A educação passou a fazer parte de sua identidade.

O CMEI Dona Bertha funciona na Rua Pia Lazzari Bertoldi

O endereço municipal registrado para a unidade é o número 160.

Isso modifica o movimento cotidiano

Durante os dias letivos, famílias chegam e saem.

Profissionais utilizam o local.

Crianças passam a associar o nome da rua à própria infância.

Uma rua pode significar escola para uma criança

Adultos costumam pensar em ruas como caminhos.

Para uma criança, a percepção pode ser diferente.

O endereço pode significar o lugar onde ela encontra colegas

Onde brinca.

Onde aprende

Onde começa a construir suas primeiras lembranças fora de casa.

Assim, Pia Lazzari Bertoldi deixa de ser somente uma homenagem antiga.

O nome passa a fazer parte de novas memórias.

A Escola Municipal Helena Kolody aparece nessa história

Outra instituição de ensino importante está nas proximidades.

A Escola Municipal Helena Kolody passou a ser diretamente beneficiada por uma intervenção realizada na região.

O problema estava no caminho dos pedestres

Moradores e estudantes precisavam atravessar um córrego.

A passagem existente apresentava dificuldades

Uma nova estrutura foi implantada para melhorar esse deslocamento.

Uma nova passarela ligou duas ruas

A Prefeitura construiu uma passarela de concreto ligando as ruas Pia Lazzari Bertoldi e Humberto Bertoldi.

A intervenção criou um percurso mais seguro para pedestres.

Estudantes estavam entre os principais beneficiados

A Escola Municipal Helena Kolody fica relacionada a esse trajeto.

O caminho anterior exigia maior dificuldade

Com a nova passagem, moradores ganharam outra opção para cruzar a área.

É uma obra pequena quando observada no mapa de Curitiba.

Mas pode ser enorme na rotina de quem a utiliza diariamente.

Humberto Bertoldi acrescenta outra pergunta

Mais uma vez, dois nomes com o mesmo sobrenome se encontram.

Pia Lazzari Bertoldi.

Humberto Bertoldi.

Existia alguma relação entre eles?

Não sabemos com segurança.

Mas o encontro geográfico é interessante

A passarela literalmente conecta duas ruas que carregam Bertoldi em seus nomes.

Uma obra contemporânea acabou aproximando duas homenagens antigas.

A segurança das crianças tornou-se parte da transformação

A preocupação com o trajeto escolar não terminou na passarela.

Com o crescimento da região, o trânsito também passou a exigir atenção.

Horários de entrada e saída concentram movimento

Pais chegam de carro.

Alunos caminham.

Veículos passam pelas ruas

Profissionais das escolas circulam.

A mesma via precisa acomodar necessidades diferentes.

O Colégio Estadual Nirlei Medeiros também integra esse contexto

A região possui mais de uma instituição de ensino.

Isso amplia o impacto dos horários escolares sobre a circulação.

Uma rua tranquila durante parte do dia pode mudar rapidamente

Em poucos minutos, aumenta o número de veículos.

Pedestres precisam atravessar

Motoristas procuram lugares para parar.

Esse tipo de situação exige soluções específicas.

E os próprios moradores perceberam essa necessidade.

A comunidade pediu uma mudança

Um dos capítulos mais interessantes da história recente da rua começou com uma solicitação local.

Segundo a Prefeitura de Curitiba, moradores pediram uma alteração na circulação.

A demanda chegou ao poder público

A situação foi analisada.

Estudos técnicos avaliaram os fluxos

O resultado foi uma reorganização envolvendo a Pia Lazzari Bertoldi e a Antônio Bertoldi.

Assim, a participação comunitária entrou diretamente na história da rua.

Em junho de 2026, a circulação mudou

No dia 18 de junho de 2026, a Rua Pia Lazzari Bertoldi passou a operar em sentido único em determinado trecho.

A mudança começou às 11 horas.

O novo sentido ficou definido a partir da Rua Humberto Bertoldi

Os veículos passaram a circular em direção à Rua Violeta Maria Darcanchy Espínola.

A Rua Antônio Bertoldi também mudou

Mas no sentido complementar.

As duas vias passaram a funcionar conjuntamente.

A Rua Antônio Bertoldi ficou no sentido contrário

Na Antônio Bertoldi, o fluxo passou da Rua Violeta Maria Darcanchy Espínola em direção à Rua Humberto Bertoldi.

Essa configuração ajuda a distribuir os movimentos.

Uma rua leva em determinada direção

A outra oferece o percurso complementar.

A solução cria uma pequena rede de circulação

Isso mostra que alterações viárias não devem ser observadas isoladamente.

Uma rua influencia as demais.

O objetivo era melhorar segurança e organização

A Prefeitura informou que a alteração buscava melhorar a segurança no entorno da Escola de Ensino Fundamental Helena Kolody e do Colégio Estadual Nirlei Medeiros.

Também havia a intenção de organizar a circulação de veículos.

A mudança foi solicitada pela comunidade

Esse detalhe merece destaque.

Moradores ajudaram a identificar o problema

Quem utiliza um local diariamente percebe situações que podem não ser óbvias para quem apenas observa um mapa.

A experiência cotidiana também produz conhecimento sobre a cidade.

Mudanças de trânsito exigem estudos técnicos

Transformar uma rua em sentido único parece simples.

Instalar placas.

Pintar sinalização.

Mas existe uma etapa anterior.

É necessário analisar o fluxo

Veículos.

Pedestres

Impactos nas vias próximas.

Novos trajetos que poderão ser criados.

Segundo a Prefeitura, intervenções desse tipo são precedidas por estudos técnicos.

A cidade precisou se adaptar ao bairro que cresceu

Existe uma sequência interessante quando observamos a história da rua.

Primeiro, uma região residencial se expande.

Depois, aumenta a necessidade de infraestrutura.

O asfalto chega

A drenagem melhora.

Escolas atendem as famílias

Uma passarela melhora o caminho dos estudantes.

Finalmente, o próprio trânsito precisa ser reorganizado.

São diferentes fases da consolidação urbana.

A Pia Lazzari Bertoldi reúne essas fases

Poucas décadas podem transformar profundamente uma rua.

O nome continua igual.

Mas praticamente tudo ao redor pode mudar.

O pavimento muda

A quantidade de casas aumenta.

Equipamentos aparecem

A circulação se intensifica.

Novas regras de trânsito são implantadas.

A rua se torna um registro da expansão da cidade.

O nome feminino atravessa todas essas mudanças

Enquanto a infraestrutura evolui, Pia permanece nas placas.

Esse contraste é especialmente interessante.

Não sabemos ainda toda a história da mulher

Mas conseguimos acompanhar a história do endereço que preserva seu nome.

As duas memórias possuem ritmos diferentes

Uma precisa ser recuperada no passado.

A outra continua acontecendo diante dos moradores.

Fanny Bertoldi oferece outro exemplo

Em outra parte do Campo de Santana, Fanny Bertoldi também permanece no mapa.

Seu nome identifica outra rua da região.

Duas mulheres

Dois endereços.

Histórias pessoais que ainda merecem investigação aprofundada

Mas ruas que já acumularam suas próprias transformações.

A presença de nomes femininos em uma mesma área desperta ainda mais curiosidade sobre a formação local.

Joana Roncaglio Bertoldi acrescenta outra peça

Joana é outro nome feminino preservado nas placas do Campo de Santana.

Sua rua também aparece em documentos relacionados à urbanização da região.

Novamente encontramos a mesma situação

O nome permanece.

A biografia precisa ser recuperada

Esses casos mostram como uma cidade pode possuir arquivos históricos a céu aberto sem perceber.

As próprias placas formam uma coleção de perguntas.

Belmira Carvalho Bertoldi aparece no caminho da Pia

A pavimentação da Pia Lazzari Bertoldi começa justamente em uma referência ligada a Belmira Carvalho Bertoldi.

Outro nome feminino.

Isso cria uma geografia peculiar

Uma mulher identifica uma rua.

Outra mulher identifica a via que marca o início de um trecho de obra.

Diferentes homenagens se cruzam

Mesmo sem conhecermos ainda todas as relações históricas entre elas, o mapa registra essa presença.

Lydia e Alda ampliam ainda mais esse conjunto

Lydia Girardi Bertoldi e Alda Bassetti Bertholdi também aparecem em ruas da região.

Esses nomes reforçam a percepção de que existe um campo de pesquisa muito maior.

Quem foram essas mulheres?

Quando viveram?

Como estavam relacionadas ao território?

Existia parentesco?

Por que receberam homenagens tão próximas?

Nenhuma dessas perguntas deve ser respondida apenas pela aparência do mapa.

Mas todas merecem investigação.

A memória feminina pode desaparecer com facilidade

Historicamente, muitas mulheres deixaram menos registros públicos do que homens que ocuparam cargos políticos ou institucionais.

Isso cria dificuldades para pesquisadores.

Uma pessoa pode ter sido extremamente importante para uma família ou comunidade

Sem jamais ocupar cargo público.

Sua história pode permanecer principalmente em documentos particulares

Fotografias.

Certidões.

Cartas.

Memórias familiares.

Quando essas fontes desaparecem, reconstruir a trajetória se torna mais difícil.

Uma rua pode acabar sendo um dos últimos registros públicos

É por isso que nomes como Pia Lazzari Bertoldi merecem atenção.

A placa pode ser mais do que um endereço.

Pode ser um vestígio

A indicação de que aquela pessoa teve importância suficiente para ser lembrada.

Mesmo que hoje não saibamos exatamente por quê

Pesquisar essa origem significa tentar recuperar uma parte da memória que corre o risco de desaparecer.

Fotografias antigas podem ajudar

Nem toda fonte precisa ser escrita.

Uma fotografia de família pode mostrar uma rua ao fundo.

Uma imagem antiga pode registrar a paisagem antes do asfalto.

Casas que já não existem

Terrenos vazios.

Pontes antigas

Vegetação diferente.

Esse tipo de registro permite reconstruir visualmente a transformação urbana.

Moradores antigos possuem outra parte da memória

História oral também pode oferecer pistas.

Alguém pode lembrar quando a rua foi aberta.

Outro morador pode ter conhecido famílias antigas.

Talvez exista uma lembrança sobre Pia

Ou sobre algum parente.

Esses relatos precisam ser verificados

Mas podem indicar novos caminhos documentais.

Às vezes, uma informação transmitida oralmente aponta exatamente qual arquivo deve ser pesquisado.

Arquivos familiares podem guardar a resposta

Uma família pode possuir documentos que nunca foram digitalizados.

Certidões.

Fotografias com nomes no verso.

Escrituras

Cartas.

Convites

Recortes de jornais.

Para a internet, essas fontes praticamente não existem.

Mas historicamente podem ser extremamente valiosas.

É por isso que algumas biografias locais continuam difíceis de reconstruir.

O sobrenome Lazzari pode abrir uma nova linha de pesquisa

Entre todas as pistas, essa merece permanecer destacada.

Pia não é registrada apenas como Pia Bertoldi.

Ela é Pia Lazzari Bertoldi.

Procurar os dois sobrenomes pode produzir resultados diferentes

Principalmente em registros civis.

O casamento pode explicar combinações

Documentos de diferentes períodos podem utilizar formas diferentes do nome.

A pesquisa precisa considerar todas elas.

A história não deve ser preenchida com suposições

Quando faltam documentos, existe uma tentação de completar as lacunas.

Talvez fosse esposa de alguém.

Talvez pertencesse a determinada família.

Talvez morasse naquela região.

Tudo isso pode ser possível

Mas possibilidade não é comprovação.

O melhor artigo histórico distingue claramente as duas coisas

Aquilo que sabemos.

E aquilo que ainda estamos procurando.

Esse cuidado protege a memória da própria homenageada.

Enquanto isso, a rua continua produzindo história

O asfalto foi implantado.

Uma passarela foi construída.

O trânsito mudou.

Crianças continuam indo para a escola

Moradores seguem utilizando a rua.

Novas famílias constroem suas próprias lembranças

A história urbana não espera a pesquisa terminar.

Ela continua acontecendo.

Uma criança de hoje conhecerá outra Pia Lazzari Bertoldi

Quem vive atualmente no Campo de Santana encontra uma rua pavimentada e uma circulação organizada segundo regras implantadas recentemente.

Moradores mais antigos conheceram outra realidade.

Talvez tenham visto saibro

Talvez lembrem de uma passagem anterior sobre o córrego.

Talvez tenham utilizado a rua antes do sentido único

São experiências diferentes do mesmo endereço.

Cada geração guarda uma versão.

A placa funciona como fio entre as gerações

A infraestrutura muda.

O nome permanece.

Essa continuidade cria uma ligação invisível.

Moradores de épocas diferentes dizem “Pia Lazzari Bertoldi”

Mas imaginam paisagens diferentes.

Uma mesma expressão guarda várias cidades

A Curitiba de ontem.

A de hoje.

E aquela que ainda será construída.

A presença feminina permanece mesmo sem monumentos

Nem toda homenagem precisa ser uma estátua.

Uma rua também preserva memória.

E talvez de maneira ainda mais cotidiana

O nome é pronunciado.

Escrito.

Pesquisado

Utilizado.

Centenas ou milhares de vezes ao longo dos anos.

Pia continua presente justamente dessa maneira.

O Campo de Santana guarda um arquivo de nomes

Quando observamos todos esses logradouros em conjunto, percebemos algo maior.

O bairro não possui apenas ruas.

Possui pistas históricas.

Bertoldi

Bertholdi.

Lazzari

Roncaglio.

Girardi.

Bassetti.

Carvalho.

Cada combinação pode indicar histórias familiares e territoriais ainda não totalmente reconstruídas.

Recuperar essas histórias ajuda a compreender Curitiba

A história de Curitiba não está somente nos edifícios antigos do Centro.

Também está nos bairros mais afastados.

Está nas áreas que se urbanizaram posteriormente

Nos loteamentos.

Nas antigas propriedades

Nas famílias locais.

Nas ruas que receberam nomes pouco conhecidos fora da própria região.

Investigar esses endereços amplia a maneira como enxergamos a cidade.

Pia Lazzari Bertoldi representa essa outra memória

Talvez ela nunca tenha ocupado um cargo nacional.

Talvez sua história tenha sido essencialmente local.

Ou talvez documentos futuros revelem algo completamente diferente.

Ainda não sabemos.

O que sabemos é que seu nome permaneceu

E que a rua desenvolveu uma trajetória própria.

Isso já é suficiente para justificar a investigação

A ausência de respostas definitivas não significa ausência de história.

Significa que ainda existe história para descobrir.

Conclusão

Pia Lazzari Bertoldi permanece como uma presença feminina no mapa do Campo de Santana, em Curitiba.

Sua biografia ainda precisa ser recuperada com maior segurança documental.

Até que seja localizado o ato de denominação da rua ou outra fonte capaz de identificar diretamente a homenageada, não é adequado atribuir a Pia uma profissão, parentesco ou trajetória específica.

Mas existem pistas importantes.

O sobrenome Lazzari diferencia seu nome de vários outros Bertoldi encontrados na região.

Ao mesmo tempo, o mapa do Campo de Santana revela uma concentração impressionante de nomes femininos associados a Bertoldi ou Bertholdi.

Fanny Bertoldi.

Joana Roncaglio Bertoldi.

Belmira Carvalho Bertoldi.

Lydia Girardi Bertoldi.

Alda Bassetti Bertholdi.

Esses nomes levantam questões sobre famílias, propriedades e a formação histórica do território.

As respostas ainda precisam vir dos documentos.

Enquanto essa investigação permanece aberta, a própria Rua Pia Lazzari Bertoldi já acumulou uma história urbana bem documentada.

Um trecho de aproximadamente 293,5 metros, entre Belmira Carvalho Bertoldi e Iracema Gonçalves Carvalho, foi incluído no Programa Asfalto no Saibro.

A educação também passou a fazer parte da identidade do endereço.

O CMEI Dona Bertha funciona na Rua Pia Lazzari Bertoldi.

Nas proximidades, uma nova passarela de concreto ligando Pia Lazzari Bertoldi a Humberto Bertoldi melhorou o percurso de pedestres e estudantes em direção à Escola Municipal Helena Kolody.

Em 18 de junho de 2026, outro capítulo começou.

A pedido da comunidade, a Rua Pia Lazzari Bertoldi passou a funcionar em sentido único da Rua Humberto Bertoldi em direção à Rua Violeta Maria Darcanchy Espínola.

A Rua Antônio Bertoldi passou a funcionar no sentido complementar.

Segundo a Prefeitura, a reorganização buscou aumentar a segurança no entorno da Escola Helena Kolody e do Colégio Estadual Nirlei Medeiros e organizar a circulação de veículos.

São transformações de épocas diferentes.

Pavimentação.

Educação.

Passarela.

Participação comunitária.

Mobilidade.

Enquanto tudo isso muda, um elemento permanece.

O nome.

Décadas depois de ter sido colocado no mapa, Pia Lazzari Bertoldi continua sendo pronunciada diariamente nas ruas de Curitiba.

Talvez a cidade ainda não tenha recuperado toda a história da mulher.

Mas não esqueceu completamente seu nome.

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